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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cemig testa novos medidores inteligentes em Sete Lagoas (MG)


O projeto Cidades do Futuro inicia uma fase importante do programa: consumidores do município de Sete Lagoas, região Central de Minas Gerais, serão os primeiros a testar os medidores inteligentes. A partir de julho, serão instalados 3.800 medidores.

Os medidores inteligentes proporcionam benefícios para os consumidores, uma vez que possibilitam o gerenciamento do consumo de energia elétrica ao longo do dia. Desse modo, é possível monitorar o consumo de energia dos equipamentos utilizados e, assim, planejar o melhor horário para usar a energia, visando um consumo mais eficiente e econômico. A troca dos medidores atuais pelos novos não tem custo para os consumidores.

De acordo com Daniel Senna, gestor do projeto Cidades do Futuro, os novos medidores proporcionam um controle do consumo por meio de aplicativos computacionais que também serão disponibilizados pela Cemig. “O consumidor poderá otimizar o uso da energia. Para a Cemig, a implantação de infraestrutura de medição avançada significa um novo patamar de relacionamento com os seus consumidores e um desafio tecnológico que estamos vencendo”, explica.

Com a modernização de parte dos sistemas de medição, compreendendo novos medidores e sistemas de telecomunicações que permitem a troca de dados entre os equipamentos em campo e, também, com os novos sistemas computacionais, serão testados o envio e o recebimento de dados como, por exemplo, o consumo de energia e alarmes que indicam para a Concessionária, em tempo real, a falta de energia e outros problemas no fornecimento, também sendo possível realizar corte e religamento remotamente.

Segundo Senna, o projeto piloto vai proporcionar informações importantes de como deverão ser a utilização do medidor inteligente e o modelo de tarifação, atualmente em discussão pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel.  “A Cemig está trabalhando diretamente com os consumidores que irão receber os medidores esclarecendo e informando sobre esse novo cenário que está se configurando com as redes inteligentes”, explica o gestor.

Sete Lagoas
Sete Lagoas, localizada a 70 km de Belo Horizonte, foi o município escolhido para a implantação do projeto Cidades do Futuro por possuir um contingente populacional e de consumidores que garantem uma boa amostra do mercado da Empresa. A presença do campus da UniverCemig, universidade corporativa da Cemig, também foi relevante, por contar com uma rede modelo e com laboratórios para os testes da tecnologia e para a capacitação da equipe.

Projeto Cidades do Futuro
O projeto Cidades do Futuro avalia a capacidade e os benefícios da adoção da arquitetura smart grid ou redes inteligentes, o que permitirá identificar a viabilidade de expansão para toda a área de concessão, bem como validar os produtos, serviços e soluções inovadoras, visando melhorar a prestação de serviços da Cemig.

Com a importância das redes inteligentes na configuração de um novo cenário no fornecimento de energia elétrica, integrando sistemas de informação e de telecomunicações à rede de distribuição, a Cemig dedicou um espaço em seu site para esclarecer o assunto e mostrar o trabalho desenvolvido pelo Cidades do Futuro. Confira o site sobre redes inteligentes.

Gravuras e pedrais do Rio Madeira são registrados em 3D

Cinco áreas com extensos pedrais contendo gravuras rupestres, encobertos no período das chuvas pelas águas do rio Madeira e localizados onde está o reservatório da usina hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (RO), são objeto de um trabalho inédito no Brasil: o levantamento com metodologia laserscan. Ou seja, o registro digital para reconstituição em modelos 3D dos pedrais e petroglifos.

Este registro permitirá que as gravuras rupestres sejam estudadas em laboratório e associadas às ocupações dos sítios arqueológicos localizados às margens do rio Madeira, possibilitando conhecer melhor a ocupação, os hábitos, e os sistemas simbólicos das populações que residiam nesta parte da Amazônia.

A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela construção e operação da usina Santo Antônio, realizou este trabalho em cooperação com empresa portuguesa Dryas Arqueologia e a brasileira Scientia Consultoria Científica, contratada pela concessionária para realizar as atividades dos Programas Relacionados ao Patrimônio Arqueológico, Pré-Histórico e Histórico.

As equipes da Dryas e da Scientia utilizaram dois equipamentos bastante inéditos no Brasil para fazer a modelagem em 3D. Um deles, o “FARO” emite 900 mil feixes de laser por segundo em 360° com precisão de 2 milímetros. O outro equipamento é um scanner de luz estruturada, Breuckmann Smartscan HE, que “escaneia” as superfícies com precisão de 20 micros (1 micron é igual a um milésimo de milímetro).

Um dos diferenciais do uso destes equipamentos para o registro dos pedrais e gravuras do rio Madeira é a qualidade devido à capacidade de identificação e registro de detalhes. O nível de eficiência deste método também é elevado, com o trabalho realizado em dois meses, aspecto indispensável em um projeto como o da UHE Santo Antônio.

Segundo Ricardo Ferreira, coordenador de meio físico da Santo Antônio Energia “as imagens colhidas em campo, através das duas tecnologias, deverão ser sobrepostas e visíveis em computador, dando a dimensão exata de como foram gravadas pelos habitantes que nos antecederam na Amazônia”. Á exemplo de outros programas, como de monitoramento de fauna e de peixes, o material será disponibilizado para o público, especialmente para a comunidade científica para futuras pesquisas.

O trabalho foi feito em cinco pontos diferentes na Ilha Dionísio, Ilha do Japó, CPRM 2, Ilha das Cobras e Teotônio, No total, foram coletadas 2 mil imagens.

Mais informações: http://www.santoantonioenergia.com.br/

Santo Antônio Energia

É a concessionária responsável pela construção e operação da usina hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Porto Velho (RO), e pela comercialização da energia a ser gerada. A usina tem potência instalada de 3.150,4 megawatts e capacidade para abastecer 11 milhões de residências, ou aproximadamente 40 milhões de pessoas. O empreendimento tem investimento de R$ 16 bilhões e é referência em construção de hidrelétricas sustentáveis, pois utiliza tecnologia de ponta para melhor eficiência energética com menor impacto ambiental. Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Eletrobras Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e Caixa FIP Amazônia Energia. A usina hidrelétrica Santo Antônio é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.